Sábado, 30 de Dezembro de 2006

Para refletir...

“… O que você está me dizendo?
- Que quero ser correspondente de guerra.
- Você está louca, não precisa disso. Está empregada naquilo que
deseja. Ganha bem, embora não precise deste dinheiro para viver. Tem todos os
contactos necessários no Banco de Favores. Tem talento e respeito dos seus
colegas.
- Digamos, então, que preciso estar sozinha.
- É por minha causa?
- Construímos juntos nossas vidas. Amo o meu homem, e ele me ama,
embora não seja o mais fiel dos maridos.
- É a primeira vez que você fala nisso.
- Porque não tem importância para mim. O que é a fidelidade? O sentimento
de que possuo um corpo e uma alma que não são minhas? E você, acha que
jamais estive na cama com outro homem durante todos estes anos que estamos
juntos?
- Não me interessa. Não quero saber.
- Pois eu tampouco.
- Então, que história é essa de guerra, em um lugar esquecido do mundo?
- Eu preciso. Já disse que preciso.
- Você não tem tudo?
- Tenho tudo que uma mulher pode desejar.
- O que está errado com sua vida?
- Justamente isso. Tenho tudo, mas estou infeliz. Não sou a única: no
decorrer de todos estes anos, convivi ou entrevistei todo tipo de pessoas: ricas,
pobres, poderosas, acomodadas. Em todos os olhos que cruzaram com os meus, li
uma amargura infinita. Uma tristeza que nem sempre era aceita, mas que estava
ali, independentemente do que me diziam. Você está escutando?
- Estou escutando. Estou pensando. Na sua opinião, ninguém é feliz?
- Algumas pessoas parecem felizes: simplesmente não pensam no tema.
Outras fazem planos: vou ter um marido, uma casa, dois filhos, uma casa de
campo. Enquanto estão ocupadas com isso, são como touros em busca do
toureiro: reagem instintivamente, seguem adiante sem saber onde está o alvo.
Conseguem seu carro, às vezes conseguem até sua Ferrari, acham que o sentido
da vida está ali, e não fazem jamais a pergunta. Mas, apesar de tudo, os olhos
demonstram uma tristeza que nem elas mesmas sabem que carregam na alma.
Você é feliz?
- Não sei.
- Não sei, todo mundo é infeliz. Sei que estão sempre ocupados:
trabalhando além da hora, cuidando dos filhos, do marido, da carreira, do
diploma, do que fazer amanhã, o que falta comprar, o que é preciso ter para não
se sentir inferior etc. Enfim, poucas pessoas me disseram: “sou infeliz.” A
maioria me diz “estou ótimo, consegui tudo o que desejava”. Então pergunto: “O
que te faz feliz?” Resposta: “Tenho tudo que uma pessoa podia sonhar - família,
casa, trabalho, saúde.” Pergunto de novo: “Já parou para pensar se isso é tudo na
vida? “ Resposta: “Sim, isso é tudo.” Insisto: “Então o sentido da vida é trabalho,
família, filhos que vão crescer e deixá-lo, mulher ou marido que se transformarão
mais em amigos que em verdadeiros apaixonados. E o trabalho vai terminar um
dia. O que fará quando isso acontecer?”
“Resposta: não há resposta. Mudam de assunto.”
- Na verdade, respondem: “Quando meus filhos crescerem, quando o meu
marido - ou minha mulher - for mais meu amigo do que um amante apaixonado,
quando eu me aposentar, terei tempo livre para fazer o que sempre sonhei: viajar.
“Pergunta: 'Mas você não disse que era feliz agora? Não está fazendo o que
sempre sonhou?' Aí sim, dizem que estão muito ocupados, e mudam de assunto.”
. - Se eu insisto, sempre terminam descobrindo que estava faltando alguma
coisa. O dono de empresa ainda não fechou o negócio que sonhava, a dona de
casa gostaria de ter mais independência ou mais dinheiro, o rapaz apaixonado
tem medo de perder sua namorada, o recém-formado se pergunta se escolheu sua
carreira ou a escolheram por ele, o dentista queria ser cantor, o cantor queria ser
político, o político queria ser escritor, o escritor quer ser camponês. E mesmo
quando eu encontro alguém que estava fazendo aquilo que escolheu, esta pessoa
estava com a alma atormentada. Não encontrou a paz. Por sinal, gostaria de
insistir: você está feliz?
- Não. Tenho a mulher que amo, a carreira que sempre sonhei. A liberdade
que todos os meus amigos invejam. As viagens, as honras, os cumprimentos. Mas
existe algo...
- O quê?
- Acho que, se parar, a vida perde o sentido.
- Não pode relaxar, olhar Paris, segurar na minha mão e dizer: consegui o que queria, agora vamos aproveitar a vida que nos resta.
- Posso olhar Paris, posso segurar sua mão, mas não posso dizer estas
palavras.
- Nesta rua onde estamos caminhando agora, posso apostar que todo mundo está sentindo a mesma coisa. A mulher elegante, que acaba de passar, gasta seus dias tentando parar o tempo, controlando a balança, porque acha que disso depende o amor. Olhe para o outro lado da rua: um casal com duas crianças. Eles vivem momentos de intensa felicidade quando saem para passear com os filhos, mas ao mesmo tempo o subconsciente não pára de aterrorizá-los: pensam que o
emprego pode faltar, uma doença surgir, o plano de saúde não cumprir as promessas, um dos meninos ser atropelado. Enquanto tentam se distrair, procuram também uma maneira de se livrarem das tragédias, de se protegerem do mundo.
- E o mendigo na esquina?
- Esse eu não sei: nunca conversei com um. Ele é o retrato da infelicidade, mas seus olhos, como os olhos de qualquer mendigo, parecem estar disfarçando alguma coisa. Ali a tristeza é tão visível, que eu não consigo acreditar.
- O que está faltando?
- Não tenho a menor idéia. Olho as revistas de celebridades: todo mundo rindo, todo mundo contente. Mas como sou casada com uma celebridade, sei que não é assim: está todo mundo rindo ou se divertindo naquele momento, naquela foto, mas de noite, ou de manhã, a história é sempre outra. “O que vou fazer para
continuar aparecendo na revista?” “Como disfarçar que já não tenho dinheiro o suficiente para sustentar meu luxo?” “Como administrar meu luxo, fazê-lo maior, mais expressivo que o dos outros?” “A actriz com quem estou nesta foto rindo, celebrando, pode roubar meu papel amanhã!” “Será que estou mais bem vestida que ela? Por que sorrimos, se nos detestamos?” “Por que vendemos felicidade para os leitores da revista, se somos profundamente infelizes, escravos da fama?”….
P.S. Comprem o livro, vale a pena...Para quem procura o seu "eu", estar de bem consigo próprio, aconselho lerem este livro de Paulo Coelho, um dos meus escritores favoritos.
Desejo a todas as pessoas que por cá passam um 2007 feliz!!
Segredos de Khadija!!

Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006

Feliz Natal!!

Estava deitada, na minha pequena cama, sentia-me aconchegada...Tava escuro, meu olhar passeava pelo quarto, o silêncio era ensurdecedor, conseguia ouvir as pancadas de um tambor, aquilo assustava-me e eu encolhia-me...Seria ele?? Não ainda não era, apenas o meu coração aos pulos de tanto medo que sentia. O sono não chegava, eu ali, tão pequenina, tão frágil, a cada ruído escondia-me debaixo dos cobertores e esperava que não viesse ter comigo. Como seria? Que medo!!

Encorajada, levantei-me, pé ante pé, espreitei na cozinha mas a escuridão era imensa, ai que medo!! Corri novamente para a cama...ai que noite longa!!

Queria ver-te mas não queria, tinha tanto medo...mas medo de quê?? Serias simpático? Como é que ias entrar em minha casa??Pela chaminé??Mas como se diziam que eras tão gordo??Bem isso não importava já que toda a gente me afirmava que sim, era possível, por isso quem era eu para duvidar?

Apenas uma criança inocente!!

Nessa altura tinha que esperar o dia seguinte para ver se ele se tinha lembrado de mim, aquela espera era angustiante, a noite mais longa do ano...mas quem disse que ser criança era fácil?

Para mim não era!

Recordo-me apenas desta noite porque será?

Será que o Pai Natal apenas se lembrou de mim naquele ano?

Provavelmente.

Não me lembro como adormeci, apenas da prenda que ele me deixou na minha bota:

Um modesto estojo de Lápis de côr, azul.
Nesse dia senti-me feliz!

Agora eu pergunto-te Pai Natal:

Agora que a minha chaminé é maior porque não trazes presentes para mim?

Gostarás tu de chaminés mais apertadinhas ó cu gordo? Lol

Feliz Natal para todos que por aqui passam!!

Segredos de Khadija!!!

 


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